Destino e humanidade

















Hoje pus-me a meditar nas questões daquilo que denominamos destino, ou sorte. Pensei no quão incontrolável e imprevisível é esse. Mas e se fosse o contrário?  Se pudéssemos controlar e prever o destino? Continuaríamos humanos? Tornar-nos-íamos uma espécie de ciborgues, ou desapareceríamos?

Sim, a imprevisibilidade do porvir! Amanhã pode vir dor, tristeza, felicidade ou alegria! E o que vem depois da dor? Aí observo que essa ordem tem um arranjo divino, depois da dor (quando não perecemos), vem a alegria. É como consagrado no ditado popular “depois da tempestade vem a bonança”. O problema é que o contrário também é verdadeiro!

Estamos sempre a saltar de uma situação para outra. O imprevisível encontra-se em duas varáveis ligadas: o quando e o quanto. Quanto tempo irá durar a felicidade, quando virá a dor? As diferenças situam-se no campo da individualidade e tem a ver com intensidade e percepção que variam de um indivíduo a outro.

E tudo isso tem origem na própria natureza do homem, que busca sempre o novo o imprevisível. A estrela descoberta e identificada, já está, agora é preciso buscar novas estrelas.

E assim somos, uma situação de felicidade plena e absoluta não faria sentido para nós, perceberíamos tudo com enfado e monotonia. Por isso não existe!

E assim se faz o destino; à feição humana.

Comentários

  1. A vida é uma sucessão de escolhas.
    E no caminho a gente vai encontrado as belezas da vida.
    Que hoje e sempre, seja mais um belo dia!

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  2. Parabéns poeta e artista plástico da cidade de Salvador

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